Segunda-feira, Maio 30, 2005

you said please don't go
I said I won't go
Come on

We knew I'd go anyway

Domingo, Maio 29, 2005

Mais de 2 milhões de pessoas na maior Parada do Orgulho GLBTT do mundo...

lol

Sábado, Maio 28, 2005


Citacao genial de Charles Chaplin Posted by Hello

Angel Sanctuary II

Hoje eu comprei o DVD com as três OVAs de Angel Sanctuary (é impressionante como o consumismo pode fazer uma pessoa se sentir bem!!!). nfelizmente ela só cobre uma parte de Angel Sanctuary 1, mas, pra mim, valeu a pena. Minha próxima compra será o mangá Angel Santuary 1, lançado pela Panini Comics este mês. So espero conseguir encontrar Angel Sanctuary 2 aqui em Sampa, nem que seja em inglês. lol

Angel Sanctuary Cover Posted by Hello

Identidade bi

Como bissexual, eu não posso deixar de ver, refletir e falar sobre a questão da identidade bissexual - eu não acredito na sexualidade que tipicamente é vista enquanto rótulo, mas, às vezes, quando um mínimo de classificação se faz necessário, é útil falar em gênero.
Dia desses estava lendo sobre uma comparação entre os bi dentro e fora do país. No artigo era abordada a invisibilidade bissexual que existe no país - no exterior há países em que os bissexuais enquanto movimento social possuem uma maior visibilidade, com bandeira e tudo. Talvez isso se dê devido ao preconceito, talvez devido ao caráter individualista do povo brasileiro em geral, o que não é justificável. A manifestação deste grupo social constiui, para mim, numa necessidade.
A verdade é que heterosexualidade, homosexualidade e bissexualidade são conceitos que, no mundo real, não deveriam ser base para nada - O amor não tem sexo (ler frase de Ferando Pessoa no post anterior) - a função dos movimentos sociais é de buscar uma isonomia entre os cidadãos de uma sociedade.
Um exemplo é o feminismo. Homens e mulheres são iguais, mas devido a forma como as mulheres dentro de uma sociedade falocêntrica continuam a ser consideradas cidadãos de segunda classe, o movimento feminista assume a posição de contestação ante a sociedade.
Essa é uma posição que eu assumi recentemente, mas que tornou-se uma referência para mim.

Conto de Inverno...

Eu ouvi pela primeira vez falar em Dylan Thomas através do filme 'Mentes Perigosas'. Sábado retrasado fiquei sabendo que ele é um dos escritores favoritos de Bob Dylan, que, aliás, 'emprestou' o sobrenome e o colocou em seu nome artístico, pois ele não se chama Robert. Parece que ele também canta um dos poemas de Dylan Thomas... Eu encontrei esse poema no sítio OPOEMA, que também possui páginas sobre outros grandes poetas. Se eu soubesse como colocar links aqui, esse sítio estaria no meu blog com certeza.

Abraço

CONTO DE INVERNO

É um conto de inverno
Que o cego crepúsculo de neve transporta sobre os lagos
E os flutuantes campos da fazenda na taça dos vales,
Deslizando tranqüilo entre os flocos agarrados com a mão,
Sobre o pálido bafio do rebanho junto à vela furtiva,
E as estrelas que caem frias,
E o cheiro do feno em meio à neve, e a distante coruja
Que adverte entre os apriscos e o gélido refúgio
Agarrado à fumaça branco-ovelha da chaminé da estância
Nos vales cruzados pelo rio onde a história é contada.
Outrora, quando o mundo envelheceu
Numa estrela de fé pura como o pão que boiava sem destino,
Como o alimento e as chamas da neve, um homem desenrolou
Os pergaminhos de fogo que ardiam em sua cabeça e em seu coração
Rasgados e esquecidos numa casa sobre uma dobra da campina.
E ardendo então
Em sua ilha flamejante cingida pela neve alada
E as esterqueiras brancas como a lã e os poleiros das galinhas
Que dormiam enregeladas até que a chama da aurora
Penteasse os pátios encapotados e os homens da manhã
Tropeçassem nas enxadas,
E o rebanho espreguiçasse, e o gato arisco perseguisse o rato,
E os pássaros eriçados saltassem para caçar, e as suaves
Ordenhadoras arrastassem seus tamancos sobre o céu desmoronado,
E toda a fazenda despertasse em seus brancos afazeres,
Ele se ajoelhou, chorou, rezou,
Junto ao assador e à caneca escura sob a faiscante luz da lenha
E à xícara e ao pão partido entre as sombras bailarinas,
Na casa abafada, no decorrer da noite,
À beira do amor, apreensivo e atraiçoado.
Ajoelhou-se sobre as pedras frias,
Chorou desde a crista da dor, rezou ao céu nublado
Para que a fome fosse embora uivando sobre alvos ossos nus
Além das estátuas dos estábulos e das pocilgas com tetos celestes
E do cristal da lagoa dos patos e dos ofuscantes currais solitários
Até o lugar das orações
E das chamas, onde pudesse vagar sob a nuvem
De seu amor cego pela neve e precipitar-se para as brancas tocas.
Sua miséria desnuda o golpeava e, arqueado, ele uivava
Embora som algum flutuasse no ar enrugado em sua mão
A não ser o vento que excitava
A fome dos pássaros nos campos do pão, da água, lançados
Nos altos trigais e a colheita a derreter-se em suas línguas.
E sua anônima miséria o enlaçava e ele ardia extraviado
Quando, frio como a neve, tinha de correr entre os vales cruzados
Pelos rios que deságuam na noite,
E afogar-se nos torvelinhos de sua miséria, e estender-se enrolado,
Agarrado ao centro desde sempre desejado do branco
Berço desumano e do leito nupcial eternamente procurado
Pelo crente perdido e o proscrito expurgado da luz.
Liberta-o, gritava,
Perdendo-o de todo no amor, e arroja a sua miséria
Nua e solitária na engolfante noiva
Para que ela nunca germine nos campos da branca semente
Ou floresça escarranchada na carne agonizante.
Escuta. Cantam os trovadores
Nas aldeias mortas. O rouxinol,
Poeira nos bosques sepultos, voa com os órgãos de suas asas
E soletra o seu canto de inverno aos ventos dos mortos.
A voz da poeira líquida que vem das fontes extintas
Está falando. O córrego seco
Salta com balidos e latidos aquáticos. O orvalho repica
Nas folhas trituradas e nos reflexos que há muito já não brilham
Da paróquia de neve. As bocas entalhadas na rocha são
cordas tangidas pelo vento.
O tempo canta por entre as obscuras campânulas mortas. Escuta.
Foi um som ou certa mão
Que abriu de par em par a tenebrosa porta na terra de outrora
E lá fora, sobre o pão do solo,
Uma ave se ergueu radiante como uma noiva em chamas,
Uma ave amanheceu, e seu peito se emplumou de neve e escarlate.
Olha. E os bailarinos se movem
Sobre os mortos, a neve se vestiu de verde, liberta ao luar
Com uma revoada de pombos. Exultantes, os cavalos de cascos solenes,
Centauros mortos, regressam e percorrem os alvos pastos alagados
Nas fazendas dos pássaros. O carvalho morto sai em busca do amor.
Os membros esculpidos na rocha
Saltam como ao som das trombetas. A caligrafia das velhas folhas
Está dançando. Os traços da idade sobre a pedra se entrelaçam num rebanho.
A voz de harpa da poeira das águas se desgarra de uma dobra das campinas.
Em busca do amor, alça seu vôo a ave de outrora. Olha.
E as asas selvagens se elevaram
Sobre a sua cabeça enrugada, e a doce voz das plumas
Esvoaçou pela casa como se o pássaro entoasse louvores
E todos os elementos da lenta queda se rejubilassem
Porque um homem solitário se ajoelhara na taça dos vales,

Sob o manto, em sossego,
Junto ao assador e à caneca escura sob a faiscante luz da lenha,
E o céu dos pássaros com a voz emplumada o erguia ao sortilégio
E ele corria como o vento atrás do vôo em chamas
Para além dos celeiros sem luz e dos currais da fazenda em calma.
Nos pólos do ano
Quando os melros morriam como sacerdotes nas sebes embuçadas
E as distantes colinas tangenciavam o tecido dos condados,
Sob as árvores de uma só folha corria um espantalho de neve,
Precipitando-se por entre os torvelinhos das moitas esgalhadas como cervos,
Andrajos e orações caíam sobre
As colinas ajoelhadas e ecoavam nos lagos adormecidos,
Perdidos a noite inteira e a vagar por muito tempo no despertar
Da ave através dos tempos, das terras e dos flocos de neve.
Escuta e olha por onde ela navega no mar agitado pêlos gansos,
O céu, o pássaro, a noiva,
A nuvem, a miséria, as estrelas fincadas no azul, o júbilo
Para além dos campos semeados e o tempo escarranchado na carne agonizante,
E os céus, o céu, a tumba, a ardente pia batismal.
Na terra que já fora, a porta de sua morte se abriu de par em par
E o pássaro desceu
Numa colina branca como o pão sobre a concha da fazenda
E os lagos e os campos flutuantes e os vales cruzados pelo rio
Onde ele rezava para alcançar o derradeiro prejuízo
E a casa das preces e do fogo, já terminado o conto.
A dança se extingue
Na brancura que já não reverdece, e, morto o trovador,
Aflora o canto nas aldeias de desejos calçados pela neve
Que outrora entalharam as silhuetas dos pássaros no pão profundo
E fizeram deslizar as formas dos peixes voadores sobre os lagos de cristal

Degolou-se o ritual
Do rouxinol e do centauro morto. As fontes voltam a secar.
Os traços da idade dormem na pedra até que a aurora se anuncie.
Jaz o júbilo. O tempo sepulta o clima da primavera
Que retinha e saltava com o fóssil e o orvalho renascido.
Porque a ave se deitara
Num coro de asas, como se estivesse morta ou adormecida,
E as asas se movessem em surdina e ele se sentisse louvado e casado,
E por entre as coxas da noiva envolvente,
A mulher com seus seios e o pássaro de crista celestial,
Foi ele enfim derrubado
Ardendo no leito nupcial do amor,
No torvelinho do centro desejado, nas dobras
Do paraíso, no botão rodopiante do universo.
E ela se ergueu com ele florescendo em sua neve derretida.

poema do livro: Dylan Thomas / Poemas Reunidos (1934/1953),com tradução de Ivan Junqueira, publicado pela José Olympo Editora

Morte na Neve Posted by Hello

Receita pra lavar palavra suja: Mergulhar a palavra suja em água sanitária. Depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.

Eu conheci o poema que segue a seguir quando a autora, Viviane Mosè, o declamou, em uma das raras vezes em que assisti ao Programa do Jô. Muito bom!!! Tão bom que eu acho justificável ter copiado de um blog (com foto e tudo), na cara dura (ou será q eu copiei pq sou cara-de-pau mesmo?!?...hehe...).

Abs

Receita pra lavar palavra suja

Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
Depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza. Por exemplo a palavra vida.
Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda esfregar
e bater insistentemente na pedra, depois enxagüar em água corrente.

São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tira sujeira difícil, mas nada.
Toda tentativa de lavar a piedade foi sempre em vão.
Agora nunca vi palavra tão suja como perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas
soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de amargura,
que é capaz de esvaziar o vigor da língua.
O aconselhado nesse caso é mantê-las sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade.
Agora, se o que você quer é somente aliviar as palavras do uso diário,
pode usar simplesmente
sabão em pó e máquina de lavar.
O perigo neste caso é misturar palavras que mancham
no contato umas com as outras.
Culpa, por exemplo,
a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.
Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo,
já que desejo,
sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode,
o que não é inevitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.
Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.

A sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.
Muito importante na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.
Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos, que passeie
pela expressão dos seus sentidos. À noite, permita que se deite,
não a seu lado mas sobre seu corpo.
Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua carne,
prolifera em toda sua possibilidade.
Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela,
então você tem uma palavra limpa.
Uma palavra limpa é uma palavra possível.

Viviane Mosè

Receita... Posted by Hello

Quinta-feira, Maio 26, 2005

Angel Sanctuary

Abaixo, Imagens de algumas personagens de Angel Sanctuary...

lol

Setsuna Posted by Hello

Gabriel Posted by Hello

Alexiel Posted by Hello

Smart Music

Há duas músicas de duas bandas que eu conheci recentemente - Dauerfisch (aparentemente já extinta) e Sex in Dallas, a primeira alemã e a segunda sediada em Berlim - que eu tenho ouvido no Smart Music que eu gostaria de postar aqui, só que elas não estão na net...

Eu conheci Sex in Dallas quando lia a programação do Vivo Open Air deste ano. O Dauerfisch foi lá no Smart Music mesmo...

Ride My Bike e Everybody Deserves to be Fucked são duas músicas bem pop mesmo, com letras meio escrachadas e uma batida legal, por isso é que eu curto...

Estrela

ESTRELA
Maiakovsky

Escutai! Se as estrelas se acendem
será por que alguém precisa delas?

Por que alguém as quer lá em cima?
Será que alguém por elas clama,
por essas cuspidelas de pérolas?
Ei-lo aqui, pois, sufocado, ao meio-dia,
no coração dos turbilhões de poeira;
ei-lo, pois, que corre para o bom Deus,

temendo chegar atrasado,
e que lhe beija chorando
a mão fibrosa.
Implora! Precisa absolutamente
duma estrela lá no alto!
Jura! Que não poderia mais suportar

essa tortura de um céu sem estrelas!
Depois vai-se embora,
atormentado, mas bancando o gaiato
e diz a alguém que passa:
"Muito bem! Assim está melhor agora, não é?
Não tens mais medo, hein?"

Escutai, pois!
Se as estrelas se acendem
é porque alguém precisa delas.
É porque, em verdade, é indispensável
que sobre todos os tetos, cada noite,
uma única estrela, pelo menos, se alumie.

(Tradução E. Carrera Guerra)

Noite Estrelada, Van Gogh. Posted by Hello

sol de maiakovski (1982-1993)
intraducao de Augusto de Campos Posted by Hello

Nuvens
são
Eternas

(frase de imã de geladeira)


Fonte: máquina de imprimir senhas do Ponto Digital do Itaú Cultural.
Imagem fonte: www.moby.com Posted by Hello


Girls just wanna have fun Posted by Hello

Don't know why...

Eu não sei exatamente por que, mas eu senti uma necessidade enorme de escrever sobre a minha condição. Eu não sei até que ponto isso é prudente (eu tenho um certo receio desse negócio de superexposição), mas estou seguindo minha intuição...

Desde que eu me entendo por gente eu sinto atração por garotos e garotas. Até a quinta série eu costumava me apaixonar por meninos e meninas - geralmente os meninos que me tratavam bem e pelos quais eu sentia amizade e as meninas geralmente eram 'as inacessíveis' - depois de um tempo, naõ sei por que, o meu sentimento passou a ser apenas de atração...Há apenas dois anos, quando eu me decidi a deixar de lado o preconceito e admitir pra mim mesmo que quando eu me apaixono é por uma pessoa, e não por um sexo. Resolvi adotar na prática uma frase de Fernando Pessoa que eu ainda nem conhecia na época e que acho que vale a pena repetir aqui:

"O amor que é importante, o sexo um acidente; pode ser igual, pode ser diferente."

Depois disso eu acredito que eu cresci com pessoa.


Talvez...

Talvez o fato de eu ter assistido aos três filmes tenha sido uma forma inconsciente de me 'preparar' para a 9° Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. Eu fui a edição do ano passado a qual compareceram cerca de 1,5 milhão de pessoas. Devo confesar que, às vezes, eu perco toatalmente a vontade de ir à próxima edição. Mas também sinto que devo ir...é algo bastante estranho (como quase tudo sobre mim...hehehe)

Domingo, Maio 22, 2005

Perseguição 1

Sempre que passo a carteirinha da catraca do CCE tenho a impressão que demora mais pra dar o bip para mim que para os outros...

Perseguição 2

Ontem, assim que saí do prédio, começou a chover...

Fases

Eu ando numa fase em que as imagens têm desempenhado um papel muito importante...
Por isso tenho postado aqui apenas aos fins-de-semana (só em casa tenho o hello)...
Talvez precise dar um tempo nisso, escrever mais sobre mim mesmo e desabafar, pois eu acab ficando cansado de procurar as imagens e tal...
Meu raciocínio para escreveraqui também se tornou mais lento com o tempo; tenho mais dificuldade para escrever um texto legal...

y & y

Eu ando numa fase de descobertas...
Entre estas descobertas eu descobri manga (apesar de já conhecer por nome há anos) e dois gêneros: yuri e yaoi.
Abaixo estão duas amostras grátis
Espero que gostem

lol

Good Dream Posted by Hello

Hold me Until Dawn Posted by Hello

Filmes

Na quarta-feira, no sábado retrasados e no domingo passado eu assisti a três filmes (Cidade dos Sonhos, Madame Satã e Felizes Juntos) que tinham cenas em que algumas personagens homossexuais tinham relações sexuais ambas foram muito bem realizadas, assim como os filmes como um todo o foram. Eles são/foram parte de três mostras distintas (Expressionismo Revisitado (no CCBB), o Corpo e o Cinema, (no Itaú Cultural) e Retrospectiva Festival de Cannes (na Cinemateca), respectivamente.)
A cena de Cidade dos Sonhos até foi eleita pela Playboy brasileira a cena lésbica mais quente de 2001 - apesar que, para mim, foi uma cena mais romântica que erótica.
A cena de Madame Satã foi mais 'pesada', mas também necessária - eu achei engraçado um casal que, numa cena anterior, onde o um personagem tenta beijar o outro, um casal hetero saiu da sala, o que faz pensar que ainda existe muito preconceito neste país e as pessoas deixam de aproveitar a arte por isso...
Felizes Juntos é o segundo filme de Wong Kar Wai que eu assisto e é belíssimo...eu nem tenho palavras pra falar dele... A cena acontece no começo e é intermediária em rlação as outras, apesar de a cãmera focar apenas a aprte superior dos corpos dos atores
Os três são filmes que recomendo: muito bem feitos. Verdadeiras obras de arte...

lol

Poster Felizes Juntos Posted by Hello

Poster Madame Satã Posted by Hello

Domingo, Maio 15, 2005

Cidade dos Sonhos

Quarta-feira assisti Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), de David Lynch no CCBB. Já faz um tempo que eu queria assistir a esse filme, mas só pude assitir agora. O filme é simplesmente GE-NI-AL!

Eu não levava a sério que ele era difícil: pouco depois de assistir eu ainda me esforcei pra entender o filme, mas acho que é impossível entender totalmente aquele filme; talvez nem o David Lynch seja capaz...

Poster Mulholland Drive Posted by Hello

Até logo

Até logo, até logo, companheiro,
Guardo-te no meu peito e te asseguro:
O nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro no futuro.

Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.

(1925)
Tradução de Augusto de Campos Iessiênin (1895-1925) escreveu o poema acima com o próprio sangue ao se suicidar cortando os pulsos e se enforcando em seguida.

Esenin morto Posted by Hello

Esenin e Isadora Duncan Posted by Hello

Esenin Posted by Hello
O poema A Flauta Vértebra, de Vladimir Mayakovsky, e Lilja Brik, o amor de sua vida.

A FLAUTA VÉRTEBRA

A todos vocês,

que eu amei e que eu amo,
ícones guardados num coração-caverna,
como quem num banquete ergue a taça e celebra,
repleto de versos levanto meu crânio.

Penso, mais de uma vez:
seria melhor talvez
pôr-me o ponto final de um balaço.
Em todo caso
eu
hoje vou dar meu concerto de adeus
.
Memória!

Convoca aos salões do cérebro
um renque inumerável de amadas.
Verte o riso de pupila em pupila,
veste a noite de núpcias passadas.
De corpo a corpo verta a alegria.
esta noite ficará na História.
Hoje executarei meus versos
na flauta de minhas próprias vértebras.

(tradução: Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman)

Lilja Brik Posted by Hello

Sábado, Maio 14, 2005

Werther

Da última vez que postei eu estava com pressa e acabei nem conseguindo postar nada sobre o livro maravilhoso que eu ganhei da Anna e acabei de ler no domingo: Os Sofrimentos do Jovem Werther. Maravilhoso...uma obra- prima... lol

Encenação d'Os Sofrimentos do Jovem Werther Posted by Hello

my original eye Posted by Hello

Terça-feira, Maio 10, 2005

Instrumental

Eu queria ter postado aqui sobre isso na segunda mesmo ou na terça, pra ficar uma coisa mais autêntica e detalhista, mas não deu...

Nesta segunda assisti pela primeira vez a um show Instrumental Sesc Brasil, no Sesc Paulista. Quem tocou foi Danilo Brito, o ganhador do 7° Prêmio Visa de Música Brasileira. Eu fui lá de penetra - que nem foi com a Verdurada. Eu não fazia idéia de que tipod de público ia encontrar e não conhecia...para mim foi uma boa surpresa conhecer um pouco da obra de Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Benedito Lacerda e outros executados tão bem...a presença de jovens me chamou a atenção e fez ver que há sim gente que preza pela qualidade quando escolhe que tipo de música ouvirá...Como não poderia deixar de ser, eu dei algumas brechas a começar por perguntar se o Danilo estava tocando bandolim e o cara rir de mim após responder - ué, eu não conhecia!...o pessoal vibrava quando o Danilo anunciava as músicas e eu não conhecia nenhuma (hahaha)... quando estava na penúltima música uma cosrda do bandolim quebrou, mas ele não perdeu o rebolada e se virou assim mesmo...
Defitivamente, depois dessa eu vou ouvir mais música instrumental.

lol

Feeling headache : /

Espero que passe logo...

I feel so tired...

que eu poderia dormir do pôr-do-sol ao alvorecer...HUAH

Vive la Fête

Outra banda que eu conheci pela TV, mas através do Auto-Falante, foi o grupo belga Vive la Fête...
MUUUITO BOM!!!
Aqui vou colocar o link de vídeos e a letra de Noire Désir

lol
Vive La Fete - Noir Désir

Je veux être seul
reste-la, toi ta geule
je ne peux pas me calmer
laisse-moi tempêter
j'ai trop des tristes pensés
pour ça je veux crier
je ne suis pas content
furieux comme un enfant
c'est la manie

c'est la manie

je ne suis pas genée
j'ai un esprit troublé
donne-moi un peu de temps
ça passera par le vent
je veux être seul
reste-la, toi ta geule
je ne peux pas me calmer
laisse-moi tempêter

c'est la manie
c'est la manie

je veux être seul
reste-la, toi ta geule
je ne peux pas me calmer
laisse moi tempêter

c'est la manie

Domingo, Maio 08, 2005


Vive la Fête Posted by Hello

Interpol

Aí vai a letra de PDA, música de Turn On The Bright Lights, o primeiro álbum do Interpol. A primeira vez que ouvi essa música foi assistindo ao clipe na MTV e simplesmente me apaixonei pela banda...
Vou deixar o link para o clipe e espero que gostem tanto quanto eu...ou não...

lol

PDA

Yours is the only version of my desertion that I could ever subscribe to
That is all that I can do
You are a past dinner, the last winner, I'm raping all around me
Until the last drop is behind you
But you're so cute when you're frustrated, dear
Yeah, you're so cute when you're sedated, oh dear

Sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where youcan...
Sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where youcan
Sleep tonight,
Sleep tonight,
Sleep tonight,
Sleep tonight.

You are the only person who's completely certain there's nothing here to be into
That is all that you can do
You are a past sinner, the last winner, and everything we've come to makes you you

But you cannot safely say that while I will be away, you will not consider sadly
How you helped me to stray
And you will not reach me I am resenting a position that's pastresentment and now
I can't consider, and now there is this distance, so...

Chorus

Interpol Posted by Hello

Sábado, Maio 07, 2005


sweet little girl Posted by Hello